Tutorial Maptool 09 – Ferramentas 1
Agora aprendemos a utilizar a barra de ferramentas. Nesta primeira parte, apenas a ferramenta de movimento, medição e desenho, logo em breve os diversos tipos diferentes de ferramentas, acompanhe!
Agora aprendemos a utilizar a barra de ferramentas. Nesta primeira parte, apenas a ferramenta de movimento, medição e desenho, logo em breve os diversos tipos diferentes de ferramentas, acompanhe!

Vamos aprender a usar a velocidade do seu personagem, ou melhor, dos seus monstros na funcionalidade iniciativa do Maptool, deixando tudo mais prático e simples e com adição do código cedido por AdrianoM do RRPG para facilitar ainda mais as coisas.
Code:
[h:addToInitiative(0, 1d20 + Iniciativa)]
Vamos criar tokens com aparência profissional, mas utilizando as imagens que desejamos para nossos personagens, NPCs e monstros utilizando esse maravilhoso programa gratúito da mesma desenvolvedora do Maptool.
Atendendo à pedidos, eis aí o tutorial Tokentool, aproveitem e…
Let’s Play!
Giovanni “Gio Lameta-Fiducci” Kazandu sempre quis entrar para o
exército onde quer que fosse, o que importavava é que ele queria ser
um grande herói e defender seus sonhos de ser grande na vida, ou
basicamente ser alguém maior do que era: um mero filho de um antes
reconhecido ferreiro e de uma empregada que serve para um pequeno
castelo. Mas Giovanni não queria ser um herói comum, queria ser
daqueles dos contos que ouvia quando criança, como “Argen, o Grifo de
Prata” e o “Salvador de Nam”.
Assim que cresceu, ele percebeu que para muitos jovens lutando pelo
que acreditavam, era apenas uma questão de esforço e insitência, uma
fórmula que para ele era uma filosofia de vida. Porém, assim como
vários outros homens de lendas, sempre havia uma dama, cuja presença
abalaria seus alicerces e os faria andar pelo próprio Inferno por ela:
essa jovem era Adelaide Verdifiore, uma vizinha e amiga muito próxima
de Giovanni, que também dividia seu sonho.
-Mas Adela, você sabe que não aceitam garotas no exército, não é?-
Giovanni, aos 15 anos, conversando com Adelaide enquanto andavam pela
planície procurando por uma ovelha negra perdida.
-Eu não me importo, quando eu crecer, eu vou mostrar para todos que eu
sou capaz… É uma promessa que eu fiz a mim mesma, e você deveria
fazer também!- Enquanto falava, Adelaide subia em uma pedra para
procurar.
-Heh, do jeito que você é uma garota espevitada, acho difícil te
aceitarem…- dizia como um meio sorriso no rosto, sabendo que estava
sendo olhado com fúria por Adelaide.
-Você está é com medinho de ficar pra trás de uma garotinha escandalosa, não é?-
E depois de uma tarde de discussão, onde acabaram se cansando de
procurar pela ovelha, eles fizeram uma promessa (que mais parecia uma
aposta) de que ambos fariam tudo ao seu alcance para serem as pessoas
que sempre sonharam ser. Dois anos anos depois, os jovens se separaram
para acompanhar sua famílias e seguiram suas vidas em um dia muito
melancólico para ambos, mas esperado, pois sabiam que se os dois
cumprissem a promessa era apenas uma questão de tempo para que se
encontrassem de novo.
-Ei, Gio, lembra-se daquele dia em que passamos a tarde procurando
aqui por aquela ovelha?- Adelaide perguntava a Giovanni enquanto
andavam de mãos dadas pela mesma planície de dois anos atrás. Já era o
penúltimo dia em que se veriam, depois os dois seguiriam suas
respectivas famílias para onde quer que elas fôssem.
-Sim, Adela, como eu ia esquecer, nós apanhamos de nossos pais por
tê-la perdido…-
-Esqueça o maldito bicho, estou falando da promessa que fizemos! Você
não se lembrou de nada, não é?- Adelaide largou a mão de Giovanni,
cruzou os braços e se sentou naquela mesma pedra em que tinha subido
para procurar.
-É óbvio que eu lembrei, Adela, como eu ia esquecer de algo tão
importante…?- Giovanni se sentou ao lado dela, mas ela se afastou um
pouco, ainda zangada. -Você não acredita nem um pouco em mim, não é…
Sua garota espevitada…- Assim que terminou a frase, Adelaide
virou-se para Giovanni, que estava com os olhos marejados. Enquanto os
pais dos dois se preocupavam pra saber por onde eles andavam, eles
ficavam conversando enquanto o sol sumia no horizonte…
“Espero que um dia nós nos encontremos para que você retibua esse
beijo, Gio…” Adelaide Verdifiore, aos 16 anos.
Um ano depois da separação de Giovanni e Adelaide, ele tentou entrar
na carreira militar, primeiro como um pajem, mas era velho demais…
Tentou, com a recomendação de seu pai (que conseguira clientes
estáveis na nova cidade) trabalhar como escudeiro de um cavaleiro de
um reino próximo. No entando, no meio do caminho realizou um feito que
chamou certa atenção negativa no começo, mas que prontamente o
ajudaria no futuro.
-Você espera que eu acredite no seu conto de que a nobre dama
primogênita do meu senhor não é mais casta?- dizia o cavaleiro Cniht
Tewkesbury, a quem Giovanni servia.
-Acredite, senhor Tewkesbury, ela foi… Deflorada pelo pajem do
cavaleiro Montiel!
-É óbvio que aquele jovem forçou-a violentamente a desistir de sua
castidade… Aquele pequeno patife, sempre se exibindo
desnecessariamente, para ele ter feito algo do gênero não é nem um
pouco inesperado de minha parte. Além do mais, sendo a jovem minha
protegida, eu saberia do que ela faz ou não em sua vida íntima.-
-Senhor Tewkesbury, lembra-se daquele dia em que… Vossa senhoria
*Tentando falar na “língua” do cavaleiro* estava doente? E que nesse
dia a sua protegida ficou ~o dia inteiro~ para buscar seu remédio?-
-Deveras…- o rosto que Tewkesbury fez ao juntar as peças irritou um
pouco a Giovanni. -Mas como você sabe disso?-
-Porque o “patife que sempre se exibe” contou para mim e para os
outros pajens, e os fez prometer guardar esse fato. Mas como nada
tenho com ele, lhe conto dessa empreitada dele.
-Hmm… Se dessa informação se revelasse da boca de outrem, eu teria
prontamente negado, mas como confio-lhe a palavra tal qual confio ao
do meu mais estimado irmão de armas, dar-lhe-ei o benefício da dúvida
e investigarei esse infortúnio com prontidão!-
-Ehm… Obrigado, senhor.-
Depois de uma investigação cautelosa do cavaleiro Tewkesbury, ele pôde
afirmar que Giovanni estava certo, e de fato a deflorada consentiu. Um
evento que causou uma pequena e incômoda fricção no reino e quase
ameaçou a posição de Tewkesbury, mas assim que foi resolvido, tanto o
cavaleiro quanto seu escudeiro receberam discretas congratulações,
afinal o reino tentou de tudo para manter segredo sobre isso.
Durante três anos após esse caloroso incidente, Giovanni prestou
treinamento para servir ao reino, e até pôde realizar algumas pequenas
missões, sendo que o reino não queria contratá-lo devido a “aquele
incidente”, forçando-o a ser trabalhar como protetor/garoto de recados
do dono de um pequeno reino vizinho. Mesmo vivendo confortavelmente,
ele não tinha notícias de Adelaide desde o dia em que se separaram…
Ele até chegou a ouvir alguns boatos de uma jovem camponesa que tinha
acumulado alguns feitos em batalha, mas não conseguiu maior
informação.
Até que umas semanas depois do aniversário de 23 anos de Giovanni…
-Espero que essa armadura que está usando não seja uma fantasia para
alegrar as crianças no aniversário!- assim que ouviu essa voz,
Giovanni não pôde conter o desejo de correr para abraçar e amar a dona
dessa voz. -Oras, eu sei que se faz… 5 anos desde aquele dia, mas
estou surpresa que você tenha esperado tanto tempo para devolver esse
beijo…-
-4 anos, 11 meses e 6 dias…-
-Nossa, heh…-
Após mais alguns dias de recaptulações, Giovanni enfim descobriu que
Adelaide era a mesma jovem dos boatos. Mas ela já não era a mesma de
suas lembranças: ela ficou mais alta, mais esbelta, e seus longos
cabelos cor de noite ficaram bastante curtos, provável exigência para
seguir na carreira (ele mais tarde descobriu que ela tinha feito
porque queria mesmo). Mas alguns detalhes ainda permaneciam os mesmos:
ela ainda era a mesma garota decidida e teimosa de antes…
-Adela, ainda não acredito que você é a mesma garota franzina com quem
me despedi a 4 anos atrás…- Giovanni olhava para Adelaide se
vestindo de frente ao espelho.
-Digo o mesmo.- Giovanni respondeu a essa afirmação com um franzir
rabugento.-Mas e você Gio, o que tem feito enquanto eu não estava por
perto pra te vigiar?-
-Nada de muito interessante… Apenas denunciei um pajem e parceira
pervertidos…-
-Espera, não me diga que você era escudeiro de Tewkesbury?-
-Como você…?-
-Cniht já era um cavaleiro bem conhecido por si só, mas depois do
incidente da protegida dele, ele quase se tornou um chefe da
cavalaria!-
-Nossa, como as notícias se espalham rápido…-
-Eu já tinha ouvido uma conversa sobre isso há um ano, mas só fiquei a
par disso a dois meses atrás, quando eu cheguei no reino em que você
tinha servido.-
-Oh… Isso quer dizer que você chegou aqui…-
-No dia em que nos reencontramos.-
-Não me diga que nosso reencontro foi alguma bizarra coincidência do destino…-
-Na verdade já estava te procurando há um bom tempo, eu também ouvi
muitos boatos sobre ti, Gio “Lameta-Fiducci”…- o rosto de Giovanni
avermelhou-se.
-Eu precisava dizer um título para ser reconhecido por empregadores…-
-Não se encabule, combina com você.-
-…-
E o relacionamento dos dois se manteve por um ano inteiro, fazendo-os
serem conhecidos por alguns amigos próximos como os “della Fiducci
Fiore”, sendo que só iam noivar meses depois. Mas um infeliz e
inesperado acontecimento entrou no caminho do jovem casal.
“Eu até acredito no sobrenatural e no infortúnio que às vezes carrega,
mas nunca pensei que o maior dos infortúnios cairia sobre mim.”
Giovanni Kazandu
Voltando para casa depois de uma missão bem sucedida, o casal decidiu
descansar em uma estalagem próxima, devido ao esforço extenuante, que
parecia ter afetado mais a Adelaide. Mas ao acordar no dia seguinte,
Giovanni descobriu sua futura noiva em estado de quase-petrificação.
Ao procurar por um especialista em doenças bizarras, ele constatou que
ela tinha sido envenenada por um ser muito nocivo.
-Então, ela está…-
-Não, jovem Kazandu. Ela está bem viva, mas não responde, tal qual um coma.-
-Você conhece algum meio de tirar esse veneno…?- dizia enquanto
segurava na mão ainda quente de Adelaide.
-Veja bem, isso não é um veneno…- enquanto falava, o velho médico
procurava por um livro em sua biblioteca.-É uma maldição.-
-!?-
-A “Maldição do Incubus”… Faz anos que não vejo esse caso.-Pega o
livro que queria, descansa-o sobre a mesa, e numa virada de páginas
pára na que dizia em uma caligrafia bem apressada: Teoria dos Succubus
e Incubus.
-Você quer dizer, aqueles demônios que perseguem mulheres?-
-Precisamente, pelo que vejo, sua noiva não teve sua alma capturada.-
enquanto dizia, apontava para Adelaide, cujo rosto tinha uma lágrima
expelida de seus olhos amendoados. -Então esse Incubus, ou algum outro
ser do gênero, lançou essa maldição para petrificá-la, e assim
facilitar o roubo da alma… Mas aparentemente, ela resistiu ao
feitiço por muito tempo, o que explica porque esse mesmo ser ainda não
se revelou, talvez tenha desistido de sua presa…-
-E para acabar com essa maldição, é só destruir a fonte dela, certo?-
-Espero que sim, jovem Kazandu…-
Depois de uma conversa esclarecedora com o médico e com o clérigo
daquele reino, Giovanni segue em uma jornada para descobrir a fonte da
maldição.
-Lembre-se, jovem Kazandu, um demônio desse tipo normalmente age no
mesmo lugar, à espera de novas presas…-
E assim ele partiu para o lugar de onde cumpriram a missão, retomar os
passos e descobrir algo mais… Nem mesmo ele sabe o que esperar da
escuridão, e o que a escuridão está reservando para ele.
By Lucas Marcondes.
Krom nascera numa pequena vila ao norte nas montanhas geladas de Kelthalas. Era um povoado bárbaro praticamente isolado do mundo e, por isso, quando criança, Krom teve como heróis os grandes caçadores guerreiros de seu povo.
Sonhando com o dia de seu ritual de passagem onde se tornaria um adulto e enfim estaria entre seus ídolos,criava lutas imaginárias contra as mais diversas criaturas. Mas, o que ele não sabia era que sua mãe havia sido estuprada por um bárbaro de uma tribo inimiga e guardou o segredo, isolando-se nas montanhas até o parto.
Sangrando muito e quase a beira da morte ela fora encontrada por uma velha senhora que a ajudou. Já recuperada, teve então que explicar a origem daquela criança ao povo, que quis matar o bebê. Salvo da morte pelo conselho de sábios, Krom cresceu sob olhares maldosos e preconceito, e por ordem dos anciãos, nunca tocou-se no assunto do estupro. Krom sempre pensou que era maltratado por não ter um pai. Isso o fez crescer isolado e com pouco senso de humor.
Mas ele nunca se deixou abalar por essa dificuldade. Isso só o fazia querer ser sempre o melhor. Treinava sozinho por horas e horas a fio, observando e repetindo os movimentos dos guerreiros.
Ao completar 16 anos, a data para o ritual de passagem (o jovem era deixado sozinho na floresta gelada e tinha que sobreviver por sua própria conta durante uma semana), ele preparou-se para o desafio e saiu de manhã bem cedo. No quarto dia de isolamento ele foi abordado por um grupo de caçadores de sua aldeia dizendo que o conselho de anciãos queria falar com ele.
Contrariado Krom retornou e foi ter com os sábios. Lá ele soube que não poderia fazer parte do grupo de caçadores guerreiros mesmo que cumprisse o ritual, e soube sua verdadeira história. Revoltado, ele voltou à casa de sua mãe para saber se era verdade.
Com a confirmação de sua mãe, ele decidiu que mostraria a todos que mesmo sendo um filho bastardo, poderia tornar-se o melhor guerreiro, mas não mais de sua vila, e sim do mundo.
Durante a madrugada, juntou novamente suas coisas e partiu em busca de seu sonho.
Em suas andanças, acabou entrando em território hostil e foi aprisionado pelo diabo Barbaron durante 10 anos. Durante esse tempo de escravidão, sua força desenvolveu-se, sua raiva cresceu e a falta de contato com a civilização o fez perder seu pouco trato social. Um dia, num descuido de seus captores, ele conseguiu matar três diabretes e fugir, jurando vingança contra aquela raça maldita. Desde então ele treina arduamente para se tornar o melhor guerreiro bárbaro.
By Marcelo Freire.
Nome: Agrus Kos
Raça: Humano
Etnia: Negro
Olhos: Castanhos claros
Cabelos: Negros, compridos e ondulados
Idade: 20 Anos
Agrus Kos é desdendente da cidade de Ravnica, uma cidade onde há uma vasta gama de conhecimento, possuindo livros antigos que falam até sobre dragões, o que não é muito comum, e onde são treinados guerreiros com habilidades peculiares. São chamados de Dragooners ou Cavaleiros Dragão pelo seu modo de lutar. Suas Armas são lanças que desferem ataques mortíferos, como as garras e asas de um dragão, auxiliados pela sua capacidade de salto, que é comparado com o vôo dos dragões. O treinamento dos guerreiros de sua cidade iniciam aos 14 anos. Agrus, agora com 20, acabara de finalizar seu treinamento e agora precisava passar por um rito de passagem, voltando de alguma aventura em que fizesse algo grandioso pelo mundo. Antes de partir, os guerreiros novatos sempre são condecorados com um nome de guerra relativo aos dragões. Seu codinome é Aussir Levethix(Dragão Branco). O codinome fora dado pela pureza que habita em seu corpo, em que todos acreditam que sempre que ele está presente, sentimentos de esperança e paz passam pelas cabeças das pessoas.
By Matheus Pareto.
Tudo começou na pequena vila de Yorec, do condado de Dartois, terras do Lorde Gavin Bellemor. Um ferreiro de habilidade notável ali trabalhava, chamavam-no de Ron, apenas Ron. Seu trabalho se dividia entre forjar ferramentas de trabalho ou armas sob encomenda do próprio Lorde Bellemor. Fora convidado para trabalhar na sede do Lorde, mas Ron gostava da pequena e pacata vila, com seu fedor típico de interior humilde.
Uma dedicada esposa, Mala, um filho varão, Andor, e a forja era tudo que precisava para ser feliz. Seu filho também era seu aprendiz de ofício e demonstrava grande talento. Com apenas dez anos já demonstrava força e firmeza em suas mãos que poucos jovens de vintes anos possuíam. Era uma pena; poderia ser um excelente guerreiro, soldado, até mesmo cavaleiro se tivesse a oportunidade… Mas armeiro era um ofício importante, que porta honra e, portanto, um trabalho de respeito. Mais que o suficiente.
Quando Andor conseguiu forjar sua primeira arma de qualidade, uma espada larga de duas mãos, no ano que havia completado 13 anos, Ron lhe deu um martelo obra-prima simbolizando o status de armeiro. Tudo ocorria bem, pois com a ajuda do filho, Ron havia duplicado a capacidade de atender aos seus clientes.
Infelizmente, a felicidade durou pouco. Logo a notícia se espalhou de que uma guerra estava prestes a estourar na região, entre os Lordes. Aparentemente tentavam unificar territórios para estabelecer um reino, ou algo parecido. Simples questão de ambição por poder de uns poucos homens poderosos e eternamente gananciosos.
Esses poucos homens destroem vidas humildes e provavelmente não se dão conta disso… Lorde Gavin Bellemor liderava a força que se opunha ao Lorde Barton Helfore. Convocou todos homens aptos ao combate para formar infantarias de combatentes, apenas para engrossar suas fileiras. Ron foi convocado e nada pode fazer para permanecer com sua família. Andor era ainda jovem demais para ser convocado, portanto, permaneceu com sua mãe e assumiu a ferraria.
Foram momentos de pobreza, fome e angústia. Não havia clientes para a ferraria, o banditismo se proliferou nas terras vazias da vila de Yorec. Homens covardes que fugiram da convocação e viviam agora de furtos e barbáries, passaram por Yorec. Ameaçaram verbalmente a honra de Mala. Andor, como homem da casa, exigiu que fossem embora.
- Saiam daqui, estranhos! Não são bem-vindos! – Andor empunhava o martelo dado por seu pai.
- Hahah, o pivete tem colhões! – respondeu o líder dos bandidos. – Somos cinco e você é apenas a metade de um homem! O que espera fazer?
- Saiam agora! – Andor ergueu o martelo para ameaçar um dos bandidos. Um grave erro que marcaria sua vida para sempre.
Os bandidos atacaram Andor. O espancaram e jogaram no coche próximo na tentativa de afogá-lo. Mala impediu os bandidos e ofereceu seu corpo para que o filho fosse poupado. Os malditos homens não tiveram sequer a decência de poupar o filho da hedionda cena. Estupraram sua mãe na sua frente enquanto um deles sempre estava imobilizando-o…
A guerra não durou muito. Ron retornou rico, cheio de espólios de guerra: pedras preciosas, ouro, cavalos, armas e armaduras de nobres. Tratou de comprar vastas terras e construir um castelo. Ele pretendia reclamar o título de conde ou algo parecido, como o tal inimigo Conde Slade, que foi derrotado no combate e fugiu entregando todos seus homens… Mas ele não seria covarde, mereceria tal título e sua família teria um brasão respeitado e reconhecido em todos as regiões!
Mala nada disse ao marido a respeito de seu sofrimento.
Andor recebeu a melhor educação que o dinheiro poderia comprar: um velho tutor que lhe ensinou ler, escrever e apreciar obras filosóficas; professores de esgrima que lhe ensinariam a arte do combate armado… Quando recebesse o título, Ron faria de seu filho um nobre guerreiro, um cavaleiro até! Pelos deuses, ficaria tão orgulhoso que explodiria!
Em uma das festas que Ron promoveu em seus ricos salões, uma briga de bêbados acabou por revelar a tragédia que havia caídos sobre a esposa do castelão. O choque foi geral, principalmente quando Mala desatou a chorar, correndo para seu quarto, ou seja, nem se quer negando o fato; e Andor em um ataque de fúria socou o bêbado falastrão, quebrando-lhe todos os dentes da frente – ele tinha 14 anos então.
Ron não pareceu chocado, manteve uma pose nobre, com sorrisos convincentes e fala mansa. Nunca veio a mencionar o fato com ninguém, nem com a esposa nem com o filho, mas obviamente passou a se distanciar de Mala, agravando o sofrimento desta.
Quando Andor completara 16 anos, o Lorde Gavin Bellemor havia decidido nomear Ron com o título de Conde para agradecer sua contribuição e reconhecer sua atual importância – fruto de trabalho que rendeu poderes consideráveis (uma pequena milícia particular e boa produção de grãos) que atraíam cada vez mais mercadores e viajantes para a vila, quase cidade, de Yorec.
Porém, era uma encenação. O Lorde Bellemor utilizou-se da festa de nomeação de Ron para assassiná-lo, assim como Mala e todos os aliados do ferreiro.
- Que isso sirva de lição para aqueles que acham que podem entrar na nobreza só porque tiveram sorte! Nobreza é sangue, seus camponeses de merda! – bradou ele diversas vezes para os convidados apavorados.
- Quem detém o poder aqui sou eu! Lorde Gavin Bellemor! Seus vermes! Vocês são meus e devem me obedecer, caso contrário, irão sofrer minha ira!
Andor fugiu de Yorec carregando o que podia: o martelo que seu pai havia lhe dado, uma espada larga, umas jóias da mãe e uma bandeira com o brasão que seu pai sonhara em exibir nas muralhas de Yorec…
Poucos sobreviventes escaparam do massacre em Yorec e logo se separaram para tentarem a sorte no vasto e desconhecido mundo.
Andor vagou por dias até encontrar um pequena cidade chamada Laburn. Mendigou por pouco tempo, pois logo foi acolhido por um velho ferreiro chamado Tabar. Este reconheceu a qualidade do martelo e da espada que o jovem Andor carregava e ficou impressionado quando este contou a respeito de suas habilidades como armeiro. Não teve dúvidas, acolheu o jovem como aprendiz de seu ofício, embora este já sabia o bastante para ter seu próprio negócio.
Em seu décimo sétimo aniversário, Andor havia juntado dinheiro suficiente – somado aos tesouros que trouxera consigo – para abrir um negócio em uma cidade grande. Despediu-se do velho Tabar e prometeu que lhe enviaria notícias. Então, partiu.
A grande cidade de Felinor. Um centro mercantil respeitável, com grande potencial e acúmulo de riquezas… Uma verdadeira selva para novatos… Mas Andor estava confiante em suas habilidades. Encontrou um estabelecimento com boa localização, posto à venda pela viúva do antigo dono. Arrematou-o antes da corporação de ofício dos ferreiros.
Andor montou seu estabelecimento, aplicando todas suas economias. O armeiro mais jovem de Felinor, com apenas dezessete anos de idade! Comprara material de primeira qualidade para garantir um trabalho preciso.
Mal começara a atender as primeiras encomendas (facas, espadas e machados), recebeu a visita dos representantes da corporação do ofício. Foram gentis e ofereceram a chance de Andor se tornar um associado mediante uma porcentagem abusiva dos lucros e o respeito das determinações da corporação. Jovem, incauto e sempre de cabeça erguida, Andor recusou educadamente a oferta alegando que confiava em seu trabalho e apenas gostaria de fazer sua vida em Felinor.
- Hah, veja jovem: é uma oportunidade de ouro que estamos lhe dando. Normalmente não convidaríamos um desconhecido, ainda mais um jovem como você que nem tem clientela ainda. – o demagogo sorria.
- Hum… Sou mesmo jovem e um estranho aqui. – Andor trabalhava enquanto conversavam. Ergueu a lâmina que forjava no momento para examiná-la. – Meu trabalho é de boa qualidade, sou honesto e nunca minto para meus clientes. Então, logo terei clientes suficientes, até mais.
- … – um dos representantes da corporação ficou observando a lâmina que Andor examinava, visivelmente incomodado.
- Recuso respeitosamente o convite da corporação. Vocês me chamam de estranho, aceitável. Pois lhes digo: vocês também são estranhos para mim. Quanto a qualidade, bem… – novamente ergue a lâmina, mas não a examina, pois tem os olhos fixos no representante mais velho – Eu estou consertando o trabalho mal acabado de vocês.
De fato havia uma marca distinta na parte não aquecida da lâmina correspondente ao ferreiro mais antigo de Felinor. Este ficou vermelho na hora e seus olhos ficaram esbugalhados de raiva.
- Não é a única com problemas. É a terceira que conserto. E ainda vejo nas ruas pessoas usando ferramentas e armas com defeitos. Tais utensílios foram forjados por vocês da corporação.
- Vai para o inferno seu pirralho de merda! – o velho ferreiro fez menção de atacar, mas a lâmina rubra na mão de Andor o deteve. E agora notara que a lâmina era de uma espada larga de duas mãos e o jovem segurava com uma, como se sua mão fosse uma morsa.
Os representantes da corporação se retiraram soltando ameaças, alegando que o negócio de Andor iria falir, pois ninguém contrataria um moleque para fazer algo tão importante quanto forjar e reparar armas.
Ao contrário das ameaças, Andor atraiu uma quantidade impressionante de clientes, diminuindo o espaço que a corporação tinha no mercado. Eles não suportaram a frustração: decidiram agir.
Foi em uma noite fria, enquanto Andor arrumava seus utensílios e fechava o estabelecimento que foi atacado por um grande grupo de homens com capuzes. Conseguiu derrubar uns quatro antes que perdesse a consciência. Quando despertou estava com várias costelas partidas e contusões. Sua ferraria ardia em chamas. Seu dinheiro roubado. Sua casa também ardia em chamas. Não tinha mais nada… apenas o martelo dado por seu pai que curiosamente não foi levado pelos agressores – talvez uma piada de mau gosto da parte deles, mas que deu algum alento ao jovem.
Enquanto vagava pelas ruas, lembrou de ter visto marcas dos ferreiros da corporação de ofício. Sabia que foram eles. Mas não tinha provas. Apenas palavras. Tentou denunciá-los à milícia da cidade, mas esta simplesmente ignorou as acusações: todos comprados pelo dinheiro sujo da corporação.
Sem um tostão, decidiu cobrar dívidas de alguns clientes. Não lhe pagaram e recusaram dever-lhe algo. A corporação de ofício havia intimidado os covardes! Sem dinheiro, sem forja, sem família… Retornou para a mendigagem.
O pouco dinheiro que conseguia com a rara benevolência dos cidadãos, gastava-o todo em tavernas, bebendo para se esquecer da vida. Um jovem de 17 para 18 anos bebendo como um velho anão doente na taverna…
Logo tinha um companheiro de copo que nem lhe dera o nome – ou tinha esquecido. Beberam até que os instintos eram as únicas forças que dirigiam seus corpos. O “amigo” quis roubar o martelo de boa qualidade dado por Ron, acreditando que valia uma boa quantia de bebidas. Andor o agarrou pelo pescoço com os olhos injetados de sangue, toda frustração se consolidou naquele momento. Sua mão esquerda se fechou no pescoço daquele homem como uma pinça de ferreiro. O homem ficou azul. O taverneiro tentou chamar a milícia mas foi impedido por um outro homem de cavanhaque que sorria. O bêbado ladrão parou de respirar. Andor ainda mantinha suspenso o corpo sem vida como se fosse um pedaço de carne do almoço. Então, sua visão ficou preta quando sentiu um punhalada por detrás de seus olhos…
Ao acordar, Andor agarrou um homem de cavanhaque que estava na sua frente e o arremessou contra uma das paredes.
- AAAAARRRRRRR!
- Ugh! – o homem bateu na parede e caiu. Levantou-se rapidamente na defensiva. Homens armados o protegeram.
- Onde estou? – Andor apalpou sua cabeça e viu sangue na sua mão.
- Eu tentei impedi-lo de matar um bêbado sem sucesso… Mas ainda te safei da milícia de Felinor! Você me deve! Não sou inimigo!
- Ugh… Você me acertou.
- Foi para te impedir! Estava como um animal sedento de sangue…
- Quem é você?
- Ah, sim! Que falta de respeito… Sou Delaris. Líder e agente de uma pequena guilda de mercenários chamada Mão de Ferro. – Delaris alisou seu cavanhaque enquanto fazia uma mesura.
- Mercenários?
- Sim, sim. Eu vi como você é forte, erguendo um homem de uns 80kg com uma mão, como se levantasse um copo… Ainda mais como quebrou o pescoço do coitado só com os dedos de uma mão… Você tem futuro como mercenário! Ganharia muito ouro…
- Eu matei ele? Quebrei-lhe o pescoço? – Andor não lembrava disso, mas pensando bem, tinha a impressão de ter sentido um estalo seco…
- Então?
Desde então, Andor passou a trabalhar como mercenário sob comando de Delaris. Os mestres de combate armado que Ron pagara para treinar o filho fizeram um excelente trabalho. Não haviam guerreiros páreos para Andor. Este usava uma espada larga com uma única mão como se fosse uma espada longa ou curta. Seus ataques eram devastadores e sua defesa garantida por uma armadura e um escudo.
Ganhava dinheiro extra com apostas em lutas, muitas vezes participando das lutas ilegais.
Não demorou muito para Andor ser o principal mercenário de Delaris, responsável por mais de 70% do dinheiro que Delaris recebia. Notando que estava sendo injustamente tratado, pois era explorado por Delaris – este retinha 90% do ouro que o contrato rendia, repassando apenas 10% para Andor –, pois era Andor que arriscava sua vida e seu nome toda hora, não Delaris. Decidiu confrontar o líder dos mercenários e exigiu metade do ouro de contratos que ele executava.
Delaris recusou. Andor disse que abandonaria a Mão de Ferro para trabalhar por conta própria. Delaris não poderia aceitar a perda e muito menos a concorrência. Decide matar Andor. Os mercenários atacam Andor, roubam-lhe o martelo de Ron e seu equipamento, mas antes de matá-lo, um miliciano apareceu e assustou-os.
Andor foi levado para curandeiros e foi curado dos ferimentos, tendo de pagar com suas economias pelo serviço.
Novamente, buscou denunciar os agressores, desta vez a Mão de Ferro. Infelizmente, os magistrados de Felinor já estavam nas mãos de Delaris, comprados com o dinheiro que Andor ganhou ou chantageados pelos trabalhos sujos que a Mão de Ferro executou a pedido dos mesmos.
Andor estava na rua da amargura novamente. E novamente lhe foi negada justiça. Novamente o poder dos injustos esmagou a justiça. Porém, desta vez foi pior: perdera o martelo de Ron, sua única ligação com o passado. A vida é injusta. A vida é uma merda. Honestidade? Pft! Cuspo nela! A questão é ser sagaz e agir conforme seus interesses… Quer saber, não ficaria na amargura se condoendo, sentindo pena de si mesmo! Iria mudar sua vida, conseguir poder e esmagar os desgraçados que se achavam poderosos! Força, poder!
Com determinação, viajou até Laburn. Encontrou o velho Tabar na mesma velha ferraria.
- Seja bem-vindo jovem mestre Andor! – Tabar sorria, mas o sorriso morreu com o silêncio e o olhar irreconhecível de Andor.
Tabar cedeu sua ferraria para Andor trabalhar durante meses. Finalmente, quando completou 18 anos, conseguiu forjar uma espada larga obra-prima e equipamentos completos para um guerreiro, Andor se despediu de Tabar, prometendo que retribuiria o favor um dia.
Retornando a Felinor, Andor caçou e matou cada mercenário da Mão de Ferro, mas Delaris havia fugido com o martelo de Ron e seu paradeiro permaneceu desconhecido. Reclamou os contratos para si. Executou-os.
Andor viveu e ainda vive um constante conflito dentro de si, entre ser um frio e calculista perseguidor do poder, um cavaleiro como seu pai gostaria, um simples ferreiro pacato, ou talvez o herói que fantasiava quando ingênua criança… Vezes salvava mulheres vítimas de estupro, castrando e aleijando o estuprador; às vezes ignorava tais atos; poucas vezes ficava assistindo todo o ato como se fosse um show; muitas vezes espancava adultos que agrediam crianças, assim como espancava pedintes ou lhes comprava comida com um sorriso acolhedor…
Quando juntou dinheiro, decidiu viajar pelo mundo. Adotou um sobrenome que seu pai pretendia usar para nunca se esquecerem de onde vieram, como seus ancestrais fizeram: Yorec. Andor Yorec.
Talvez conseguisse riqueza e poder como seu pai Ron conseguira na guerra. Montou no cavalo que tomara da Mão de Ferro, olhou para a bandeira com o brasão não-oficial de seu pai: um leão dourado em primeiro plano com campos verdes e um castelo ao fundo – suspirou e partiu olhando o horizonte.
By Rober “Gray” Yudi
Toryn é filho de um taverneiro chamado Trot, Trot o encontrou embrulhado em uma cesta
simples de palha dentro de um estábulo, Trot sacou uma moeda de madeira e a jogou para
cima, se desse cara, ele ficaria com o garoto, se desse coroa, o deixaria a seu próprio destino, o
resultado foi cara.
Toryn cresceu na taverna de seu pai, e o ajudava no que podia, esfregava os chãos, lavava e
alimenta os cavalos dos clientes, e por causa disso muitas vezes os mesmos os levavam para
cavalgar algumas vezes, outras o levaram para pescar e aos finais de semana, treinava lutas
de espada com Jurik, um anão muito amigo de seu pai, que apesar de rabugento tinha um
enorme afeto pelo pequeno garoto.
Se teve uma coisa que Trot sempre disse a Toryn era que tudo na vida era baseado em chance,
no jogo, você tinha 50% de ganhar, e 50% de perder, na própria vida era a mesma coisa, todas
as decisões tomadas por seu pai eram baseadas ao arremessar de uma moeda.
Toryn tinha muitos sonhos em sua adolescência, sonhos em que ele voava montado em um
grifo, e lutava contra magos no céu, arremessando bolas de fogo, relâmpagos entre outras
magias, porém ele sempre era derrotado e acordava logo antes de cair. E sempre que tinha
esses sonhos, quando ele acordava, sempre haviam alguns buracos em seu cobertor, como se
brasas tivessem caído sobre ele durante a noite.
Ao completar 16 anos Toryn já era responsável por quase toda a taverna, ele e Jurik cuidavam
todas as noites da taverna enquanto seu pai via se estava tudo bem com os clientes.
Infelizmente Trot não tinha muita sorte no jogo e rapidamente se individou, uma noite clara
de lua minguante, 3 figuras escuras, encapuzadas, tiraram Trot da taverna e o levaram a um
beco do outro lado da fonte da praça, Toryn que não conhecia os personagens, foi atrás para
descubrir o que eles senhores queriam com seu pai, ao chegar no beco, Toryn se deparara com
uma cena que o traumatizaria e o faria perder toda e qualquer crença nos Deuses desta terra..
Ele ouve uma das figuras dizer ao seu pai
- Já que não pagará sua dívida com ouro, pagará com sangue..
O indivíduo então saca uma pequena adaga de prata e a enterra no peito de Trot, por pouco
errando o coração.
Toryn é tomado por uma ira incontrolável seu corpo começa a ferver e suas mãos começar
a entrar em combustão, cedo de ódio ele parte para cima dos encapuzados e antes que um
deles possa perceber alguma coisa, jatos de fogo saem das mãos de Toryn fazendo com que
o assassino de seu pai caia morto ai chão, as outras duas figuras fogem nas sombras da noite
sem deixar vestígios.
Toryn vai a socorro de seu pai, porém já é tarde demais, Trot dá a Toryn sua moeda de
madeira, a mesma que o fez decidir ficar com ele, e no meio de gemidos agonizantes Toryn só
pode discernir duas palaras..
- Procure… Theron…
Ao ouvir as últimas palavras de seu pai Toryn é tomado por uma exaustão e desmaia a seu
lado.
Jurik vem logo atrás e não consegue acreditar no que vê, aos gritos pedem aos clérigos da
cidade para que façam alguma coisa, porém nada mais poderia ser feito.
Jurik leva o corpo de seu amigo para ser enterrado na mesma montanha onde se conheceram,
enquanto o pequeno Toryn fica aos cuidados dos clérigos.
A taverna fica dais fechada e a cidade fica praticamente muda, em sinal de respeito ao falecido
e conhecido Trot.
Ao acordar, Toryn se depara em uma cama, coberto com lençóis de seda e com um amistoso
Texugo em cima de sua barriga lambendo seu rosto, um dos Clérigos vai em sua direção e
aliviado diz.
- Pelor seja louvado, nosso bondoso e misericordioso Deus o salvou.
Toryn ainda enraivecido e não conformado com a morte de seu pai retruca o sacerdote
- Não há Deus, Deuses não existem.. onde estava seu Deus quando deixou meu pai para
morrer, poupe-me de seu discurso, ele não me interessa.
Toryn então se levanta, pega sua espada e sai em direção a taverna de seu pai e por algum
motivo o pequeno Texugo mais tarde apelidado de “Peludo” o segue para todo lado sempre
em seu ombro esquerdo, lá chegando deixa seu amigo anão Jurik tomando conta da taverna,
se despede, e sai perambulando, cidade por cidade.. à procura de Theron…
By Tiago Zambiasi.
Um livro que começa com páginas em branco…
É assim que eu poderia resumir minha vida.
Sinto falta de saber quem foram os meus pais, mas nem acho mais que isso um dia me será revelado. Cansei dessa espera. Desde que me lembro como gente, vivo sozinha nas ruas de Allansia desde que me conheço como gente.
Como toda moradora de rua, tive de me virar sozinha. Aprender desde cedo como sobreviver em um mundo tão hostil e selvagem. Com o tempo, a gente descobre como se dar bem nessa vida, como não mais passar fome, como impor respeito; mesmo que para isso tenhamos de partir para o lado negro da vida.
Aprendi a me passar por outras pessoas, e isso sei fazer muito bem, ninguém percebe que sou eu… Mas também tenho o dom, tenho a maestria para me apossar dos bens dos outros e usufruir deles. Embora digam que isso é ilegal, que é feio, que é roubo, eu não vejo desta maneira. Rouba quem não tem nada para fazer, mas isso agora é meu trabalho, e trabalhar não é feio, é digno!
E num piscar de olhos eu estava famosa. Meu nome era algo comum de ser citado por entre aqueles que vivem nos mundo ilegais, minha reputação estourou nas bocas de todos. Trabalhos cada vez mais gratificantes brotavam. E isso estava me rendendo muito, mas muito bem mesmo. Mas havia algo por trás das cortinas acontecendo e ela não pode perceber até que elas se abriram e reveleram a surpresa.
Nobres se uniram e a minha cabeça foi colocada à um preço alto. Aqueles traíras desgraçados que me seguiam agora estavam me caçando. Tive de sair de lá, fugindo feito uma qualquer, sem nada, as pressas…
Mas minhas preocupações não terminaram quando sai de lá. Muitos problemas ainda me seguem. Os pesadelos… Ainda não posso dormir. Não posso deixar o sono se apoderar de mim e tenho de continuar lutando contra ele, para não sucumbir. Mas as vezes não posso suportar e apago. E são estas vezes que tenho medo, de quando meus olhos fecham…
Infelizmente não é somente isso que me perturba quando as trevas cobrem o céu. Cada vez mais ando tendo aqueles problemas… E quando amanhece, nada sei mais… Sou tomada por incógnitas que não sou capaz de ligar e interpretar.
Já faziam três dias que eu estava em fuga, foi quando encontrei este vilarejo abandonado, deserto. Ótimo lugar para me esconder. Encontrei alimento e puder finalmente repousar.
By Fernanda Parker.
o bixo é filho de uma poderosa maga elfa que havia se “aposentado” por ter casado com um caçador(ela escondeu dele que era uma maga). Ele deis de criança ficava fuçando nos livros da mãe.
Um dia quando ele tinha uns 40 anos(bebe anda^^) eles sairam de casa para passear e foram abordados por um grupo de assassinos especializados que queria algo que a mãe sabia, ai não teve jeito ela teve que revelar ser maga e rolou um fight entre eles, ela ganhou, mas o marido morreu protegendo o filho…
A mulher ficou revoltada com esse grupo, deixou o filho com o irmão dela e saiu em busca desse grupo.
O Shinka para ajudar a mãe decidiu virar mago também, para tal ele passou a estudar que nem loco, até roubava livros do tio e invadia a biblioteca a noite
Até um dia que ele ouviu um boato de que a mãe estava em alguma cidade proxima, ai ele fugiu de casa com o buraco portátil(pode ser retirado da história) do tio para carregar os livros e saiu em busca dela. Como ele ficava só em casa estudando ele não perdeu a destreza de elfo, mas ficou estupidamente inteligente( ou seja ele é burro, mas inteligente)
O Shinka apesar de parecer doido varrido sua personalidade verdadeira é de um bixo frio e calculista, bota a vida das pessoas em primeiro lugar, mas não toma decisões baseadas em emoção. O fato dele parecer doido é um fingimento, assim ninguém fica sossegado para pensar do jeito que quiser sem ser julgado.
A parte de falar com as pedras é por ele ter um bom conhecimento dos idiomas de ruinas(lembra que na criação eu perguntei qual o idioma mais comum em ruinas e vc me disse que era o Terran) ele ficava falando terran dentro do portal de tanto ficar lendo essas coisas lá. Assim como ele esqueceu o que foi fazer lá ele pode ter esquecido qual era o seu idioma original.
Tentei dar umas dicas de que o jeito idiota dele é só fingimento, quando algum dos seus companheiros fica gravemente ferido ele para imediatamente com as brincadeiras. Como quando a kuro ficou com 1 pv ou quando o Agrus e o Krom estavam pra morrer, infelizmente não deu para salvar o Agrus…..
O fato dele ser assim pode fazer parte da história dele que vc disse que ele vai ter lapsos de vez em quanto e acho que essa característica dá um leque legal para inventar algo.
Então está explicado. Não é desculpa pra ganhar item não, nem ligo pra item, já estou achando o rpg bem mais de boa do que o outro que eu jogo (NÃO ESTOU ME ENVOLVENDO EM POLITICA!!!!! YAY!!!!!)
Ok, a Kuro serve como guia enquanto o shinka le, de modo a otimizar o tempo(assim ele pode andar e ler ao mesmo tempo). Por isso ela fica sempre procurando coisas em volta que possam afetar o mestre (em termos de interpretação quando o Shinka acha algo com o teste de procurar geralmente é a Kuro que achou e avisou pra ele). Ela pode ter esse senso de cuidar do mestre por ele ter se machucado seriamente para salva-la na epoca do contrato familiar-mago.
Ela é bem mais séria que o mestre e geralmente não entende as brincadeiras dele ou as bobagens que ele faz. Mas sabe que ele daria a vida para salvar alguém de bem(já fez isso algumas vezes, por isso estava pensando dele ter o corpo todo cheio de cicatrizes, visto que ele vive com roupas cobrindo o corpo todo ninguém do grupo viu até hoje), por isso teme que ele se machuque mais ainda.
No mais acho que é isso. Ainda falta pensar em o porque dele querer virar um mestre do conhecimento, acho que para poder ajudar a mãe ou para entender o mundo, ou só por curiosidade mesmo.
By Igor Coelho